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E você?! Sabe de onde veio?

Anualmente, cerca de um terço de toda a comida produzida mundialmente tem como destino final a lixeira. Neste contexto, o Brasil é responsável por cerca de 26,6 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados, tal numero seria suficiente para alimentar mais de 10 milhões de brasileiros diariamente durante o mesmo período! Tais dados entram em contraposição entre as ideologias apresentadas nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente no que condiz ao objetivo numero 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), e ao numero 12 (Consumo e produção responsáveis).
Alan Bojanic, Boliviano de 58 anos e chefe do escritório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, quando questionado acerca da influência entre maus hábitos de consumo de alimentos e o desperdício exacerbado de recursos hídricos, relata que:

“Para produzir um quilo de carne, precisamos de 15 mil litros de agua e se você vai desperdiçar um quilo de carne está desperdiçando 15 mil litros de água, e essa é uma relação muito forte, portanto temos que ser muito mais cientes de que existe o desperdício e apoiar politicas pra redução do desperdício, para que todos possamos mudar nossas atitudes em relação ao consumo racional dos alimentos”

Tal desperdício nos induz a pensar somente na perda de grande parte dos alimentos produzidos que ainda poderiam ser viáveis, no entanto, há um problema ainda maior, a grande quantidade de água necessária para a produção de tais alimentos. 
Mas afinal, o que poderíamos fazer para ao menos reduzir tais impactos, tanto ambientais quanto sociais?

“Se o consumidor deve ser mais exigente, primeiro em ver como os produtos foram embalados, como foram transportados. o consumidor tem o direito de ter mais informações e de pedir essa informação, para isso o produtor, o comercializador, o pessoal de feiras livres terá muito mais cuidado em fazer as coisas da maneira correta e reduzir o desperdício e também o consumidor tem a obrigação de não deixar que os alimentos com data de com data de vencimento sejam consumidos. Temos uma responsabilidade muito grande desde o jeito que administra a geladeira, coisas pequenas que ao final podemos fazer uma grande redução, porque desperdiçar alimento é desperdiçar agua, 70% da água que é consumida no mundo é para produção de alimento, quando você está desperdiçando alimento, está desperdiçando um alimento que foi irrigado, que teve uso de água para lavar no transporte, então a relação é totalmente direta entre quantidade de água”

Neste contexto, é passível de nota a “FAO”, que atua na promoção do diálogo e trocas de projetos entre países, com enfoque principalmente na região Sul, além de, ser responsável pela implementação de projetos na América latina, Caribe e África. Bojanic ainda ressalta:

“Os objetivos da FAO estão em linha direta com a ODS, por exemplo, o objetivo numero dois que é a redução da fome. Estamos com programas específicos para redução da fome, programas de alimentação escolar, programas de compra de agricultura familiar, programas de erradicação da fome, e muitas das ações que a FAO faz são mais indiretas, por que nosso trabalho é mais com os governos, então apoiamos a formulação de politicas contra a fome, nós apoiamos a legislação com parlamentares para ter leis que possam apoiar ações que tenham relação com a erradicação da fome, então a FAO está trabalhando principalmente no objetivo dois, mas também com a questão da água, com a questão de uso racional do solo, conservação do solo a questão das mudanças climáticas, um grande tema da FAG para ter uma agricultura de baixa emissão de carbono. Nós estamos alinhados e é nossa carta de navegação, nossa grande carta de navegação pra o trabalho da FAO são os objetivos do desenvolvimento sustentável”

Atualmente no Brasil, a “FAO” desenvolve programas específicos que partem desde a compra da produção de agricultura familiar, programas de conservação e preservação de solos à aplicação de leis e tratados para diminuição das emissões de carbono, relata Bojanic. Disponibilizando aos produtores e consumidores a possibilidade de reconhecer a procedência, bem como o modo de produção dos alimentos, desde o transporte até a chegada ao prato do consumidor, tornando assim, o consumo mais consciente e passível de questionamentos.
E você? Sabe de onde vieram os alimentos que consumiu hoje?
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