Portuguese English Spanish
Entrar

Entrar

Faça seu login
ou use sua conta
Lembrar-me

Create an account

Campos marcados com * são obrigatórios
Nome (*)
Nome de usuário (*)
Senha (*)
Confirmação de senha (*)
Email (*)
Confirmação de email (*)
BUSCA

“Desperdiçar alimentos é desperdiçar água”

A necessidade de mudança nos hábitos de consumo em relação aos alimentos foi tema da palestra do representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, durante o encontro dos integrantes da Rede Global de Gestão Participativa da Água, no Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu.

De acordo com Bojanic, além de evitar o desperdício em sua residência, o consumidor precisa estar atento aos processos de produção, transporte e armazenamento dos alimentos de forma que o uso dos recursos naturais, principalmente a água, seja minimizado:

“Temos uma responsabilidade muito grande pelo jeito como administramos nossa geladeira, são coisas pequenas mas que ao final podem resultar em uma grande redução pois desperdiçar alimentos é desperdiçar água. 70% da água que é consumida no mundo é para produzir alimentos, quando você desperdiça alimentos está desperdiçando um alimento que foi irrigado, lavado, além do desperdício de água no transporte. Então, a relação é bem direta quanto ao gasto de água. Para se ter uma ideia, para produzir um quilo de carne são utilizados 15 mil litros de água, então se por algum motivo você desperdiça um quilo de carne, está desperdiçando 15 mil litros d'água. Essa é uma relação muito forte, por isso devemos ser mais cientes quanto ao desperdício e apoiar políticas para a redução do desperdício, a questão da comunicação é central para que todos possamos mudar nossa atitude quanto ao consumo racional dos alimentos”.

O representante da FAO também comentou a atuação da Organização na implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030:

“Nós apoiamos a formulação de políticas contra a fome. Apoiamos legislações com parlamentares para que possam haver leis que possam apoiar ações que tenham a ver com a erradicação da fome. A FAO está trabalhando principalmente no objetivo dois, mas também com a questão da água, com o uso racional do solo, com o uso racional dos solos, conservação de solos, questões de mudanças climáticas, que é um grande tema da FAO para ter uma agricultura com baixas emissões de carbono, tudo isso. Estamos alinhados, é como eu digo: nossa grande carta de navegação para o trabalho da FAO são os Objetivos de Desenvolvimento sustentável”.

A Rede Global de Gestão Participativa da Água congrega iniciativas premiadas pela ONU-Água com o Water for Life, iniciativa que reconhece as melhores práticas de gestão da água. O encontro entre representantes dos países-membros da Rede tem como objetivo discutir possíveis contribuições para a melhoria da gestão dos recursos hídricos no mundo e sua relação com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030.
Leia mais ...

E você?! Sabe de onde veio?

Anualmente, cerca de um terço de toda a comida produzida mundialmente tem como destino final a lixeira. Neste contexto, o Brasil é responsável por cerca de 26,6 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados, tal numero seria suficiente para alimentar mais de 10 milhões de brasileiros diariamente durante o mesmo período! Tais dados entram em contraposição entre as ideologias apresentadas nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente no que condiz ao objetivo numero 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), e ao numero 12 (Consumo e produção responsáveis).
Alan Bojanic, Boliviano de 58 anos e chefe do escritório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, quando questionado acerca da influência entre maus hábitos de consumo de alimentos e o desperdício exacerbado de recursos hídricos, relata que:

“Para produzir um quilo de carne, precisamos de 15 mil litros de agua e se você vai desperdiçar um quilo de carne está desperdiçando 15 mil litros de água, e essa é uma relação muito forte, portanto temos que ser muito mais cientes de que existe o desperdício e apoiar politicas pra redução do desperdício, para que todos possamos mudar nossas atitudes em relação ao consumo racional dos alimentos”

Tal desperdício nos induz a pensar somente na perda de grande parte dos alimentos produzidos que ainda poderiam ser viáveis, no entanto, há um problema ainda maior, a grande quantidade de água necessária para a produção de tais alimentos. 
Mas afinal, o que poderíamos fazer para ao menos reduzir tais impactos, tanto ambientais quanto sociais?

“Se o consumidor deve ser mais exigente, primeiro em ver como os produtos foram embalados, como foram transportados. o consumidor tem o direito de ter mais informações e de pedir essa informação, para isso o produtor, o comercializador, o pessoal de feiras livres terá muito mais cuidado em fazer as coisas da maneira correta e reduzir o desperdício e também o consumidor tem a obrigação de não deixar que os alimentos com data de com data de vencimento sejam consumidos. Temos uma responsabilidade muito grande desde o jeito que administra a geladeira, coisas pequenas que ao final podemos fazer uma grande redução, porque desperdiçar alimento é desperdiçar agua, 70% da água que é consumida no mundo é para produção de alimento, quando você está desperdiçando alimento, está desperdiçando um alimento que foi irrigado, que teve uso de água para lavar no transporte, então a relação é totalmente direta entre quantidade de água”

Neste contexto, é passível de nota a “FAO”, que atua na promoção do diálogo e trocas de projetos entre países, com enfoque principalmente na região Sul, além de, ser responsável pela implementação de projetos na América latina, Caribe e África. Bojanic ainda ressalta:

“Os objetivos da FAO estão em linha direta com a ODS, por exemplo, o objetivo numero dois que é a redução da fome. Estamos com programas específicos para redução da fome, programas de alimentação escolar, programas de compra de agricultura familiar, programas de erradicação da fome, e muitas das ações que a FAO faz são mais indiretas, por que nosso trabalho é mais com os governos, então apoiamos a formulação de politicas contra a fome, nós apoiamos a legislação com parlamentares para ter leis que possam apoiar ações que tenham relação com a erradicação da fome, então a FAO está trabalhando principalmente no objetivo dois, mas também com a questão da água, com a questão de uso racional do solo, conservação do solo a questão das mudanças climáticas, um grande tema da FAG para ter uma agricultura de baixa emissão de carbono. Nós estamos alinhados e é nossa carta de navegação, nossa grande carta de navegação pra o trabalho da FAO são os objetivos do desenvolvimento sustentável”

Atualmente no Brasil, a “FAO” desenvolve programas específicos que partem desde a compra da produção de agricultura familiar, programas de conservação e preservação de solos à aplicação de leis e tratados para diminuição das emissões de carbono, relata Bojanic. Disponibilizando aos produtores e consumidores a possibilidade de reconhecer a procedência, bem como o modo de produção dos alimentos, desde o transporte até a chegada ao prato do consumidor, tornando assim, o consumo mais consciente e passível de questionamentos.
E você? Sabe de onde vieram os alimentos que consumiu hoje?
Leia mais ...
Assinar este feed RSS
 
Centro Internacional de Hidroinformática | Parque Tecnológico Itaipu   Mantenedores   Desenvolvido por:
Av. Presidente Neves, 6731 | CEP 85.867-900
Foz do Iguaçu | Paraná | Brasil
+55 45 3576-7038
   
Termos de Compromisso  |  Política Privacidade  |  Creative Commons 2014 • Todos os Direitos Reservados