Portuguese English Spanish
Entrar

Entrar

Faça seu login
ou use sua conta
Lembrar-me

Create an account

Campos marcados com * são obrigatórios
Nome (*)
Nome de usuário (*)
Senha (*)
Confirmação de senha (*)
Email (*)
Confirmação de email (*)
BUSCA

Programa Oeste em Desenvolvimento planeja ações para melhorar a piscicultura na região

Pelo menos dois grandes investimentos de cooperativas devem impulsionar ainda mais a produção de peixes na região. Foto: Divulgação
Em sete anos, a produção de peixes no Paraná triplicou e saltou de 30,8 mil toneladas em  2009 para aproximadamente 90 mil toneladas em 2015. Para 2016, a projeção de crescimento é de 22%, acima da média nacional projetada em 15%, chegando à casa das 110 mil toneladas, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. 

E a maior parte desta produção está concentrada na região Oeste, onde a piscicultura ajuda a diversificar a renda do produtor rural, combinada com outras atividades como a pecuária e a agricultura. Para acompanhar este bom momento e ainda ajudar a o setor a atender com qualidade esta alta demanda, o Programa Oeste em Desenvolvimento – que envolve mais de 40 instituições da região, como a Fundação Parque Tecnológico Itaipu e a Itaipu Binacional - vem atuando fortemente no tema por meio de sua Câmara Técnica de Peixes. 

Após levantar as potencialidades e diagnosticar os entraves existentes no setor, os trabalhos do grupo foram divididos em três linhas principais, conforme explica Renata Saviato Dias, engenheira sanitarista da Fundação PTI:

“A pesquisa para a despesca vai buscar tecnologias e métodos que diminuam a poluição da água, que depois é lançada no meio; na questão nutricional das rações iremos buscar padrões mínimos e máximos para cada nutriente de sua composição, porque muitas vezes isso acaba se tornando residual no tanque, que se deposita e se torna a principal fonte de poluição no tanque; e no item da qualidade da água, buscaremos tecnologias que melhorem a água de entrada do tanque, o lançamento do efluente durante a produção do pescado e também uma linha para o reaproveitamento de água”.
A Fundação PTI exerce um papel importante no suporte e articulação das ações desenvolvidas, conforme explica Jonhey Nazário Lucizani, gerente de Desenvolvimento Territorial: 
“É entendido dentro do Programa Oeste em Desenvolvimento que o PTI é uma instituição que presta suporte para essas atividades produtivas. A participação do PTI dentro desse processo refere-se principalmente a aproveitar as competências que já possui internamente e que pode aplicar e ampliar para o setor produtivo, diminuindo os gargalos para o setor produtivo. Esse que é o grande papel do PTI. Tanto na questão das competências internas, disponibilizando-as para as cadeias produtivas, através de projetos e coordenando ações, como também articulando outros agentes para dentro dessa execução das ações e dar suporte para a coordenação da cadeia produtiva”. 

Ampliação com a força das cooperativas

Pelo menos dois grandes investimentos de cooperativas devem impulsionar ainda mais a produção de peixes na região. A C.Vale, sediada em Palotina, deve inaugurar ainda no primeiro semestre de 2017 um abatedouro com capacidade para o processamento de 50 toneladas de peixes por dia.

Já a Copacol, que em 2008 inaugurou seu abatedouro em Nova Aurora, tem planos de dobrar a produção de tilápia até 2018, chegando a marca de 140 mil unidades por dia, conforme explica seu supervisor e também coordenador da Câmara Técnica do Peixe no Programa Oeste em Desenvolvimento, Mauricio Luiz Kosinski. Ele também comenta sobre a importância dos cuidados com os recursos hídricos e da vocação não só estadual, mas nacional para a piscicultura: 

“O processo já está em andamento. Estamos com financiamento liberado e obras em construção para duplicarmos a capacidade produtiva ou a produção de pescados aqui na Copacol. Com o crescimento da atividade de piscicultura na região aumenta-se a demanda pelos recursos naturais, mais especificamente a água, que é um bem escasso e que temos que cuidar muito bem. Diante disso, um dos itens que temos trabalhado é a busca por alternativas e tecnologias que visem a redução da captação de água dos meios naturais para a piscicultura. Entendemos que se cuidarmos melhor da água no processo de cultivo do peixe, precisaremos captar menos água e conseguiremos entregar um efluente em menos quantidade e de melhor qualidade. Não só o Paraná, mas o Brasil todo tem um potencial de aquacultura muito forte. O que faz diferença é ter projetos viáveis economicamente, que não pensem especificamente na produção, mas num modelo de integração, em que a cooperativa organiza toda a cadeia produtiva e o produtor faz a sua parte que é produzir os peixes”. 

A piscicultura também cresce na área do reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Desenvolvido pela empresa desde 2003, o projeto ganhou fôlego no ano passado, quando o Ministério da Pesca e da Aquicultura liberou o cultivo de tilápia em tanques-rede nos braços dos reservatórios.

Outro fato importante para o setor foi o recente anúncio do Governo Federal na ampliação em mais de 100% na linha de crédito oferecida aos produtores de pescado, o que já era uma reivindicação do Programa Oeste em Desenvolvimento. O aumento de R$ 150 mil para R$ 330 mil, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), foi incluído pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no Plano Safra para a Agricultura 2016/2017.
Última modificação em Sexta, 16 Setembro 2016 14:08
Avalie este item
(0 votos)

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

Voltar ao Topo
 
Centro Internacional de Hidroinformática | Parque Tecnológico Itaipu   Mantenedores   Desenvolvido por:
Av. Presidente Neves, 6731 | CEP 85.867-900
Foz do Iguaçu | Paraná | Brasil
+55 45 3576-7038
   
Termos de Compromisso  |  Política Privacidade  |  Creative Commons 2014 • Todos os Direitos Reservados