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Entre Rios pode ser a primeira cidade brasileira autossuficiente em energia

O município de Entre Rios do Oeste, no Paraná, deu um importante passo para “zerar” sua conta de energia elétrica. Com cerca de 4 mil habitantes e economia baseada suinocultura e avicultura, a cidade se uniu ao Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás) e a Companhia Paranaense de Energia (Copel), para desenvolver um projeto para geração de energia a partir de resíduos animais.

Com investimento de R$ 17 milhões em recursos de pesquisa e desenvolvimento aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o projeto vai interligar 19 propriedades da região por meio de um biogasoduto com cerca de 22 quilômetros. O projeto irá garantir o tratamento dos dejetos animais transformando um agente poluidor em biogás e biofertilizante, com a possibilidade do produtor comercializar estes produtos gerando uma renda adicional.

O diretor-presidente do CIBiogás, Rodrigo Régis, ressalta as principais vantagens ambientais do projeto:

“Com biodigestores irá reduzir a carga orgânica que pode poluir os lençóis freáticos, como também eliminar o CH4 do meio ambiente, que é um gás que tem valor agregado e aplicações energéticas que podem ser usadas tanto pelo produtor rural quanto em aplicações energéticas pela a cidade.”

Ainda de acordo com o diretor, a iniciativa serve como exemplo de desenvolvimento econômico regional sustentável:

“O que a gente espera desse projeto é que seja um grande benchmarking para a região oeste do Paraná, e que seja um exemplo para o Brasil. Um grande benchmarking de como a atividade da agricultura e da pecuária brasileira pode resolver um passivo ambiental e, com isso, gerar um valor agregado nas aplicações energéticas do biogás, que tem valor de mercado, e você tangibiliza isso zerando as contas de energia do município. Dessa forma, fecha um modelo de negócio onde todos ganham; agrega valores sociais, porque todo mundo sai ganhando; aumenta a renda do produtor rural; reduz os custos do município dando condições de geração de renda, empresas e desenvolver empreendimentos na região.”

Segundo o Engenheiro de Pesquisa e Desenvolvimento da Coordenação de Inovação da Copel, José Roberto Lopes, além de transformar um agente poluidor em fonte de renda, o incentiva o cooperativismo entre os produtores, constituindo uma rede de negócios a partir da produção do biogás:

“Se eles fossem trabalhar individualmente, economicamente seria inviável a transformação desse gás em energia elétrica. Com o agrupamento desses produtores através de um biogasoduto e a análise da área econômica e de toda a legislação que vai estar afetando esse arranjo técnico, isso vai permitir que tenhamos pequenos produtores agrupados transformando uma pequena quantidade de gás em uma grande quantidade de energia. E pequenos municípios que estão isolados também poderão ter como fonte a energia oriunda da biodigestão de dejetos animais.”

O biogás produzido na rede de biodigestores será filtrado em uma refinaria para se transformar em biometano e este será canalizado para uma Minicentral Termelétrica (MCT) com capacidade total de 480 kW. A interligação das propriedades em torno de uma MCT é essencial para garantir a viabilidade econômica do projeto.
Última modificação em Quinta, 18 Agosto 2016 19:08
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Jornalista Website.: webradioagua.org.br

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